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IA na prática jurídica entra na agenda da 25ª CNAB em Salvador

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Advogados assistem a painel em auditório, diante de uma tela com cinco sessões numeradas da programação, enquanto uma participante consulta laptop e programa impresso.

A IA na prática jurídica estará no centro do segundo eixo temático da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, programada para 23, 24 e 25 de novembro de 2026, em Salvador. A agenda reúne discussões sobre regulação, uso profissional de IA generativa, Sistema de Justiça, governança algorítmica e Estado de Direito.

Para o advogado que acompanha a adoção dessas ferramentas no escritório e nos tribunais, a programação separa debates que costumam aparecer misturados. Há um espaço próprio para o marco regulatório, outro para a rotina da advocacia e outro para a presença da inteligência artificial no ambiente judicial. Essa divisão ajuda a localizar a discussão que interessa a cada frente de trabalho.

Quando será o debate sobre IA na prática jurídica?

A IA na prática jurídica será discutida em cinco painéis da 25ª CNAB, entre 23 e 25 de novembro de 2026. O Painel 12 trata diretamente da advocacia e da IA generativa em 24 de novembro pela manhã, enquanto o Painel 42 encerra o eixo no dia 25, à tarde.

O eixo temático recebe o título “Inteligência Artificial e o Futuro da Prática Jurídica”. Seus painéis são identificados pelos números 2, 12, 22, 32 e 42 e ocupam os três dias do evento.

A abertura ocorre em 23 de novembro, das 14h30 às 18h, com o Painel 2, dedicado ao “Marco Regulatório da IA”. A proposta é discutir os caminhos e desafios ligados à regulamentação da inteligência artificial. É o ponto da agenda voltado aos parâmetros que cercam a tecnologia antes de sua incorporação a atividades profissionais e institucionais.

Em 24 de novembro, das 9h às 12h30, ocorre o Painel 12, “Prática Jurídica da Advocacia e IA Generativa”. O recorte é a incorporação dessas ferramentas ao cotidiano profissional e os novos cenários apresentados à advocacia. O título não restringe o debate a uma área do Direito: o foco anunciado é a própria prática jurídica diante da IA generativa.

O encerramento do eixo acontece em 25 de novembro, das 14h às 18h. O Painel 42 retoma o tema “Inteligência Artificial e o Futuro da Prática Jurídica” para uma reflexão mais ampla sobre as perspectivas da atividade jurídica diante do avanço tecnológico.

O que o Painel 12 discute sobre advocacia e IA generativa?

O Painel 12 aborda a presença da IA generativa no cotidiano da advocacia e os cenários abertos por sua incorporação à rotina profissional. Ele está marcado para 24 de novembro, das 9h às 12h30, no Auditório 2 do Centro de Convenções Salvador.

A posição do painel na programação importa porque ele vem depois da discussão sobre o marco regulatório e antes do encontro dedicado à IA nos tribunais. Assim, a agenda diferencia três planos: as regras e desafios regulatórios, o trabalho da advocacia e o funcionamento do Sistema de Justiça.

A expressão IA generativa, no título do painel, delimita a discussão anunciada para a atividade profissional. Não se trata, portanto, de um debate genérico sobre tecnologia. O painel é destinado às transformações decorrentes da entrada dessas ferramentas na rotina de trabalho jurídico.

Esse recorte também evita uma confusão frequente: a adoção de IA pela advocacia e a adoção de IA pelo Poder Judiciário são temas relacionados, mas aparecem em momentos distintos da programação. Para quem atua em processos, essa separação é relevante porque o uso de uma ferramenta no escritório não se confunde com os efeitos da presença de sistemas automatizados no ambiente judicial.

Na pesquisa de jurisprudência, a aplicação concreta de uma tese pode variar conforme o tribunal e o relator. Por isso, debates sobre ferramentas de IA na advocacia não dispensam a identificação do precedente efetivamente adotado pelo órgão julgador competente.

Qual painel trata de IA nos tribunais e no Sistema de Justiça?

A presença de IA nos tribunais será discutida no Painel 22, “IA nos Tribunais e no Sistema de Justiça”. O encontro está previsto para 24 de novembro, das 14h às 18h, e trata das repercussões da tecnologia sobre o funcionamento do Sistema de Justiça.

O painel sucede, no mesmo dia, a discussão sobre prática jurídica da advocacia e IA generativa. A sequência coloca lado a lado as duas pontas da atuação jurídica: de manhã, a mudança no cotidiano profissional; à tarde, a presença crescente da inteligência artificial no ambiente judicial.

O tema anunciado não se limita aos tribunais isoladamente. Ele inclui o Sistema de Justiça, expressão que amplia o foco para as repercussões do uso de IA no funcionamento institucional. A programação não detalha ferramentas específicas, modelos de uso ou posições conclusivas sobre elas. O dado seguro é o objeto do debate: a presença crescente da tecnologia no ambiente judicial e seus reflexos.

Para o advogado que pretende acompanhar esse painel, a pergunta central da agenda é diferente daquela do Painel 12. Aqui, o ponto não é apenas como a advocacia incorpora IA ao trabalho, mas como a tecnologia passa a integrar o ambiente em que os processos são conduzidos e julgados.

A distinção é útil também para organizar a participação no evento. Quem busca a discussão sobre rotina profissional encontra o Painel 12. Quem quer acompanhar o debate sobre o funcionamento judicial diante da IA encontra o Painel 22, no período da tarde do mesmo dia.

O que significa governança algorítmica na programação da CNAB?

A governança algorítmica será tema do Painel 32, “IA, Governança Algorítmica e Estado de Direito”, em 25 de novembro, das 9h às 12h30. O debate amplia a análise sobre sistemas automatizados e sua relação com princípios e garantias jurídicas.

Esse painel antecede diretamente o encerramento do eixo temático. Enquanto o Painel 42 trata das perspectivas mais amplas da atividade jurídica, o Painel 32 concentra a atenção na adoção de sistemas automatizados e em sua relação com o Estado de Direito.

A agenda associa três elementos no próprio título: inteligência artificial, governança algorítmica e Estado de Direito. A associação indica que o debate não fica apenas na existência da tecnologia. Ele alcança os parâmetros envolvidos na adoção de sistemas automatizados e a conexão deles com princípios e garantias jurídicas.

Ao lado do Painel 2, sobre marco regulatório, o Painel 32 forma a parte mais voltada aos critérios que cercam a inteligência artificial. A diferença é de enfoque. O primeiro abre espaço para caminhos e desafios de regulamentação; o segundo amplia a discussão sobre governança algorítmica, sistemas automatizados, princípios e garantias.

Onde serão realizados os painéis de inteligência artificial?

Todos os cinco painéis do eixo de inteligência artificial serão realizados no Auditório 2 do Centro de Convenções Salvador, na capital baiana. O auditório tem capacidade para 600 pessoas, e a programação divulgada está sujeita a alterações.

A concentração em um único auditório facilita a montagem de uma agenda contínua para quem pretende acompanhar mais de um tema. O calendário distribuído ao longo de três dias permite escolher entre o debate regulatório, a prática da advocacia, os tribunais, a governança algorítmica e as perspectivas da profissão.

A programação prevista é esta:

  • 23 de novembro, das 14h30 às 18h: Painel 2, “Marco Regulatório da IA”;
  • 24 de novembro, das 9h às 12h30: Painel 12, “Prática Jurídica da Advocacia e IA Generativa”;
  • 24 de novembro, das 14h às 18h: Painel 22, “IA nos Tribunais e no Sistema de Justiça”;
  • 25 de novembro, das 9h às 12h30: Painel 32, “IA, Governança Algorítmica e Estado de Direito”;
  • 25 de novembro, das 14h às 18h: Painel 42, “Inteligência Artificial e o Futuro da Prática Jurídica”.

Como a programação está sujeita a alterações, datas, horários e local devem ser conferidos antes do deslocamento. O eixo reúne, em sequência, os temas que hoje atravessam a discussão sobre inteligência artificial no Direito: regulação, exercício profissional, ambiente judicial, governança e futuro da prática jurídica.

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